sexta-feira, 3 de abril de 2026

✝️⛪️🤔 EM BUSCA DO JESUS HISTÓRICO 😇📿✝️


por José Ricardo de Souza*

Às sextas-feiras da chamada Semana Santa para os cristãos, principalmente aqueles que seguem o Catolicismo, enquanto ex-religioso e agora adepto (se é que podemos chamar assim) do ateísmo, me pergunto: afinal, quem é Jesus Cristo? Não me refiro ao deus que virou homem e morreu crucificado, ressuscitando ao terceiro dia, ao qual os dogmas religiosos não deixam quaisquer margens para dúvidas ou contestações; mas sim ao personagem histórico, ao Jesus que existiu na Galileia, àquele líder religioso que inspirou a maior das religiões abraâmicas, deixou um legado cultural, artístico, político para a humanidade, e está na pauta de debates que vão da Teologia à Ciência Política, passando, é claro, pela História.

Ao crente, ao fiel, ao adepto do Cristianismo, nada do que for escrito aqui terá validade. Eles já tem a sua verdade, e esta cita um Messias que foi recebido como um rei, ceou com seus discípulos, foi preso pelos sacerdotes e fariseus, flagelado, condenado à morte por crucificação, e ressuscitou aparecendo primeiro às mulheres, depois aos apóstolos e finalmente voltou para os céus de onde prometeu um dia retornar. Enquanto esteve na terra, fez milagres, curou doentes, ressuscitou mortos, seguiu o Judaísmo, e teve embates com os poderosos. Andou com pecadores, prostitutas, cobradores de impostos, e todo tipo de gente proscrita na sua época.

Os evangelhos (mais de vinte ao todo, embora apenas quatro foram incorporados ao cânon sagrado) foram escritos após a sua morte a partir de depoimentos, de tradições orais, do famoso “ouvi dizer”. Nenhum deles foi testemunha ocular dos fatos enquanto eles ocorreram, o que já abre uma brecha para futuras contestações. A religião resolveu isso a partir do critério de que estes livros foram escritos por pessoas “inspiradas” por Deus, o que é um adjetivo bem subjetivo. Aliás, a fé é subjetiva, a crença é subjetiva, e tudo isso só torna forma quando a religião institui o rito que cria o significado e a presença do sagrado.

O único relato histórico da existência de Jesus Cristo aparece na obra História dos Judeus, do historiador romano Flávio Josefo, o qual cita um certo Yeshua (nome aramaico de Jesus) descrevendo-o como um homem sábio, realizador de feitos notáveis, que foi crucificado por Pilatos a pedido de líderes judeus e cujos seguidores relataram sua ressurreição (Livro 18, capítulo 3, seção 3 de Antiguidades Judaicas). Bingo então para quem quer uma prova histórica da existência de Cristo? Ainda não meus caros. Há quem defenda a tese de que o trecho tenha sido acrescentado apocrificamente nos escritos de Josefo durante a Idade Média.

Jesus Cristo não existiu então? Nenhum historiador sério vai assegurar isso! Não por medo, ou por receio da repercussão, mas por honestidade intelectual mesmo. Ninguém em sã consciência nega que um homem chamado Jesus realmente viveu na Galileia, mas existe uma diferença entre o Jesus dos religiosos e o Jesus histórico. Se para os religiosos os maiores milagres de Jesus foram curar cegos e doentes, fora ressuscitar mortos; para nós historiadores o maior feito dele foi falar de amor numa sociedade que privilegiava a guerra, foi se colocar do lado dos oprimidos numa terra ocupada e invadida por uma nação estrangeira, foi deixar uma mensagem que atravessou os séculos e foi capaz de dividir até mesmo o calendário.

Esqueça os estereótipos caucasianos do Jesus Cristo de longos cabelos e olhos azuis (isso tudo é uma convenção que vem da Idade Média, mais precisamente da iconoclastia bizântina). O Jesus real tinha muito mais melanina na pele do que imaginamos. A Arqueologia forense já cantou esta pedra. Jesus talvez se parecesse mais com o pedreiro da casa de dona Maria do que com aquela imagem que todo ano as pessoas carregam nas procissões. E o que isso muda em sua mensagem? Em nada! Absolutamente nada.


Sexta-feira santa podia ser um dia como outro qualquer para quem não acredita, ou para quem não segue o Cristianismo como religião. Entretanto, é impossível não parar para pensar no Jesus crucificado. Seja no Messias esperado por Israel ou no homem simples da carpintaria de José que sacudiu o mundo com uma filosofia que ia além da crença: falava de empatia, tolerância, justiça, solidariedade e sobretudo de amor ao próximo. Impossível não se deixar seduzir por Jesus Cristo, independente de acreditar na sua divindade ou não. A sua mensagem é mais forte do que a dúvida que todo ateu carrega em seu coração.

*O autor é professor da rede pública estadual de ensino; historiador e escritor. Sócio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista (ALAP). Criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01 nas principais redes sociais.

sábado, 21 de março de 2026

💣💥 HAVERÁ UMA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL? 🤔😱

por José Ricardo de Souza*

Quando o estudante sérvio Gravilo Princip assassinou o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro em 28 de junho de 1914 na cidade de Saravejo, na Bósnia, é provável que ninguém imaginava que aquele atentado seria o estopim de uma grande guerra, que se arrastou por quatro anos (1914-1918), deixando 20 milhões de mortos, marcou a estreia da metralhadora, do submarino e dos gases tóxicos nas guerras, e mudou o mapa geopolítico mundial com o fim de impérios como o Austro-húngaro e o surgimento de potências como os Estados Unidos (na verdade, o grande vencedor da Primeira Guerra Mundial).

O mesmo raciocínio é válido em 1939 quando tropas nazistas ultrapassaram a fronteira da Polônia. Ninguém que viveu naquela época imaginava que seria o começo da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e que nunca mais o mundo seria o mesmo após os bombardeios atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki e a possibilidade real da aniquilação da espécie humana.

Voltando para o presente, podemos nos perguntar: estamos vivenciando o começo da Terceira Guerra Mundial após os ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o regime teocrático xiita iraniano em 28 de fevereiro de 2026 que resultou na morte do líder máximo Ali Khamenei e de dezenas de membros do seu governo? Ou será que esta guerra começou ano passado quando os Estados Unidos conseguiram bombardear a usina nuclear iraniana de Fordow em 221 de junho de 2025?

Estabelecer marcos históricos nunca foi uma tarefa fácil para nós, historiadores, porque a História, ou melhor o processo histórico é contínuo, não avisa quando começa e quando termina uma fase, uma era ou um período. E ainda qualquer tentativa de periodização pode ser questionada.

O que podemos afirmar, sem receio de errar, é que o conflito atual entre Estados Unidos e Irã carrega consigo elementos presentes nas duas grandes guerras mundiais (assustador isso, não?) com uma pitada tecnológica do século XXI (drones e uso de IA) capazes de fazer a panela de pressão geopolítica Mundial explodir a qualquer momento.

Qualquer manual de História vai citar que algumas das origens da Primeira Guerra Mundial foram o choque de imperialismo, a corrida armamentista, a busca e controle de novas fontes de matérias-primas e os chamados conflitos localizados (Crise nos Balcãs e a Questão do Marrocos). Qualquer semelhança com o antigo embate entre Irã e Israel, o desejo dos Estados Unidos de controlar o petróleo iraniano, o fortalecimento da indústria bélica iraniana que busca desenvolver sua própria bomba atômica e o choque entre as pretensões de Trump e do agora finado Khamenei a respeito do Oriente Médio não são meras coincidências com o cenário geopolítico mundial pré-1914 ou do início do século XX lembrando que o estopim da Primeira Guerra Mundial foi um atentado que matou um chefe de Estado, ou melhor futuro chefe de Estado.

Comparações entre fatos e personagens históricos fora da época em que viveram sempr Khamenei e será algo arbitrário e bem discutível, quando não, algo bem anacrônico. Mas o que dizer das semelhanças e coincidências entre a atual politica externa norte-americana de Trump e o expansionismo nazista de Adolf Hitler no continente europeu nos anos 30 do século passado? Resguardadas as devidas proporções de tempo e de espaço Trump e Hitler redesenham o mapa geopolítico a partir da lógica do fortalecimento belicoso e militarista de seus estados nacionais, pouco se importando se para isso o unilateralismo dos organismos internacionais fosse um empecilho. Trump ignora a ONU, tanto quanto Hitler ignorava a Liga das Nações.

Já preciso me preocupar em comprar meu bunker ou ainda é cedo para isso? Quando devo começar a estocar alimentos e provimentos em casa? Quem vai detonar a primeira bomba nuclear? A China e a Rússia continuarão assistindo o circo, ops, ou melhor o mundo pegando fogo de camarote? (vai ver Putin já tem a Ucrânia para se preocupar e Xi Jinping deve andar às turras com Tawan esperando o melhor momento para anexá-la).

Estamos assistindo passivos, anestesiados com tantas notícias e acomodados com o discurso fundamentalista pentecostal ao começo do fim da espécie humana na Terra? Temos mais dúvidas que certezas. A roda da História tem rodado mais rápida do que o giro das metralhadoras na Primeira Guerra Mundial. O cenário é assustador, as coincidências falam mais alto do que as sirenes alertando os bombardeios e o mundo civilizado construído em alguns milênios pode mesmo estar com seus dias contados.

* O autor é professor da rede pública estadual de ensino, historiador e escritor. Sócio honorário do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), e sócio-fundador da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista (ALAP). Criador do projeto Muita História pra Contar.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

🎉😁📱 3000 SEGUIDORES NO INSTAGRAM. SOMOS 3K COM MUITO ORGULHO 📱😍🎉

🖥️ 💻 🖱️. 👨‍💻 🖱️ 💻 🖥️

📱🎉 Chegamos aos 3000 seguidores no nosso perfil do Instagram (@josericardope01), com 99% das postagens voltadas para o meu projeto de divulgação e disseminação de conhecimento histórico nas redes sociais: o MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR. O perfil surgiu em 6 de outubro de 2018, ainda sem grandes pretensões de atingir as proporções que chegou. Em 26 de maio de 2021 conquistamos nosso primeiro 1 K – mil seguidores –  e em 11 de dezembro do mesmo ano, chegamos a miléssima postagem - atualmente conta com 4048 publicações.

O perfil do Instagram é um espaço a mais para o MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR, chegando a um público mais jovem e adolescente que faz uso desta rede social, em sua maioria estudantes de ensino fundamental e médio. A cada postagem uma nova História é contada e relembrada, personagens importantes e relevantes são tirados do esquecimento, e mais pessoas têm acesso à informações sobre História que ficam, na maioria das vezes, apenas restritas às salas de aula.

Ao proporcionar este conhecimento sobre a História espero que estimule as pessoas a gostarem mais dessa ciência e procurarem saber mais sobre o passado, que diz mais sobre o presente do que imaginamos. Sob a inspiração de Clio, a musa dos historiadores, seguimos adiante na missão de contar histórias "para que os feitos dos homens não se percam nas névoas do tempo". A luta não apenas continua, mas ela é contínua; e o mar da História é agitado demais para dormirmos em berço esplêndido esperando o gigante acordar!💪🌊👊⏳🙅‍♂️🙅🏿‍♀️

#somos3K
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#historianasredessociais
#muitahistoriapracontarnoinsta

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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⏳#muitahistoriapracontar⌛

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

⏳📘 HISTÓRIA DE PERNAMBUCO NA GRADE CURRICULAR DAS ESCOLAS ESTADUAIS 📗⌛

👨‍🏫📚 🏫 📚👩‍🏫

🗞️Saiu no Diário Oficial do dia 14 de janeiro de 2026 a nova grade curricular que contempla o ensino de História de Pernambuco nos anos finais do ensino fundamental (6° ao 9° ano) com 1 aula semanal - 160 anuais. A medida tem como base a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e reforça a necessidade de valorização dos aspectos regionais e locais na formação dos estudantes.

A publicação atende ao que foi anunciado pela governadora Raquel Lyra no dia 2 de julho de 2025 no Palácio do Campo das Princesas por ocasião do encerramento das comemorações do Bicentenário da Confederação do Equador. A implementação desta nova disciplina será vital para suprimir a lacuna que existia nos currículos escolares quanto a abordagem da História local, seus personagens, principais fatos e legados para as gerações fururas. Cumpre assim uma necessidade de proporcionar aos estudantes maiores conhecimentos sobre a rica História pernambucana. ⏳❤️⌛

#historianocurriculo
#ensinodehistoria
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

💻🎉 4000 Postagens no Instagram do Muita História pra Contar 🖱📱

🖥️ 💻 🖱️. 👨‍💻 🖱️ 💻 🖥️

📱🎉 Chegamos a 4000 postagens no nosso perfil do Instagram (@josericardope01), com 99% das postagens voltadas para o meu projeto de divulgação e disseminação de conhecimento histórico nas redes sociais: o MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR. O perfil surgiu em 6 de outubro de 2018, ainda sem grandes pretensões de atingir as proporções que chegou. Em 26 de maio de 2021 conquistamos nosso primeiro 1 K – mil seguidores – e em 11 de dezembro do mesmo ano, chegamos a milésima postagem.

O perfil do Instagram é um espaço a mais para o MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR, chegando a um público mais jovem e adolescente que faz uso desta rede social, em sua maioria estudantes de ensino fundamental e médio. A cada postagem uma nova História é contada e relembrada, personagens importantes e relevantes são tirados do esquecimento, e mais pessoas têm acesso à informações sobre História que ficam, na maioria das vezes, apenas restritas às salas de aula.

Ao proporcionar este conhecimento sobre a História espero que estimule as pessoas a gostarem mais dessa ciência e procurarem saber mais sobre o passado, que diz mais sobre o presente do que imaginamos. Sob a inspiração de Clio, a musa dos historiadores, seguimos adiante na missão de contar histórias "para que os feitos dos homens não se percam nas névoas do tempo". A luta não apenas continua, mas ela é contínua; e o mar da História é agitado demais para dormirmos em berço esplêndido esperando o gigante acordar!💪🌊👊⏳🙅‍♂️🙅🏿‍♀️

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