sábado, 19 de novembro de 2011

ALGUMAS NOTAS


* Nossos parabéns aos educandos que se deram bem nas primeiras provas do SSA-UPE (2011-2013). Segundo os próprios alunos, muita coisa do que caiu foi dada em sala de aula por diversos professores, o que levou muita gente a garantir uma boa pontuação. Aos que não conseguiram fica a chance de se recuperarem no próximo ano.

* Saí próxima segunda (21/11) o resultado das equipes escolhidas para representar a escola na Mostra do Integral. Ao todo três projetos disputam as vagas. Boa sorte para todos.

* O governo anunciou que vai disponibilizar tablets para os educandos em 2012. A nossa escola será beneficiada, pois estaremos com duas turmas de 2° e uma de 3° Anos. Ainda, segundo o governo, o aluno que se destacar no 3° Ano pode receber o tablet como um prêmio ao final do ano letivo. Portanto, vamos nos esforçar para merecer essa premiação.

* Começam segunda (21/11) as aulas de inglês extra-classe no horário das 17:00 às 19:00 h., uma boa oportunidade para quem foi selcionado(a) aprimorar seu idioma estrangeiro, algo fundamental em tempos de internet, globalização e Copa 2014.

* Já estão escolhidas as datas do próximo simulado do Integral. As provas deverão ocorrer nos dias 13, 14 e 15 de dezembro, portanto vamos começar a estudar os assuntos.

* Para quem já está na final (quem tem menos de 12,5 somando os três bimestres) as provas deverão ocorrer entre os dias 26 e 28 de dezembro.

* Atenção alunos protagonistas: na próxima quarta (23/11) estaremos visitando nossa primeira escola, a Cônego Costa Carvalho, que fica na Vila Torres Galvão.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

MAIS DE 2000 ACESSOS!!!


Esta é uma noite especial para o nosso blog que chega ao patamar de mais de 2000 acessos. É claro que cada acesso não representa uma pessoa necessariamente, mas toda vez que alguém abriu uma página do blog. Em julho conseguimos mil acessos, em menos de três meses e meio o número de acessos praticamente dobrou. E isso graças a vocês, educandos do EREM Profª Amarina Simões que deram um voto de credibilidade ao blog, cuja principal finalidade é servir de ponto de encontro virtual meu com vocês para que possamos ir além da sala de aula, interagir na Internet, e tirar dúvidas sobre trabalhos, notas, avaliações, etc. Espero que este blog possa comemorar, quem sabe ainda este ano, a casa dos 3000 acessos. Conto com vocês... sempre!

Prof° José Ricardo

ESPECIAL 122 ANOS DE REPÚBLICA - Artigo

A REPÚBLICA NO BRASIL
por José Ricardo de Souza*


No dia 15 de novembro de 1889, quando as tropas militares comandadas pelo marechal Deodoro da Fonseca ocuparam o Palácio Imperial, anunciaram a deposição de dom Pedro II, o que representou o fim do Império e o advento da República. A palavra República tem origem latina (vem de res publica) e pode ser traduzida como "coisa pública, embora sua instauração no Brasil foi feita não foi feita pelo povo, mas por membros da oligarquia rural e setores do Exército, que embora defendessem interesses distintos, se uniram num projeto político comum para derrubar o Império. A idéia de República não é nova no Brasil, remonta aos tempos coloniais, sendo a Capitania de Pernambuco privilegiada neste item, pois partiu daqui, mais precisamente de Bernardo Vieira de Melo, o primeiro "Grito de República", no antigo Senado da Câmara de Olinda, em 10 de novembro de 1710, durante o tempestuoso conflito intitulado "Guerra dos Mascates". O feito é citado por Oscar Brandão da Rocha na letra do Hino de Pernambuco: "a República é filha de Olinda".

Os pernambucanos levantaram a bandeira republicana outras vezes: em 1817, durante a Revolução Pernambucana, e na Revolução Praieira (1848-1851). As Conjurações Mineira (1789) e Baiana (1798), as revoltas regenciais da Cabanagem (1835-1840) e Farroupilha (1835-1845) foram outros movimentos de orientação republicana, sendo todos eles sufocados por forças legalistas, leais ao Rei ou ao Imperador. O processo de ruptura com a ordem imperial nasceu em meados do século XIX com as transformações sociais e econômicas surgidas no Brasil, que paulatinamente passava por um tímido processo de industrialização e crescimento das cidades, o que favoreceu à formação de novos grupos sociais, como as médias camadas urbanas. O controle político ainda era centralizado na figura do Imperador, no caso dom Pedro II, e disputado pelos partidos conservador e liberal, embora ambos representassem a oligarquia rural, proprietária de terras e de escravos.

Após a Guerra do Paraguai (1865-1870) o recém-formado Exército brasileiro passa a reivindicar maior participação na ordem política do país, o que foi veementemente negado. As lutas pela abolição da escravatura tomaram amplitude nas discussões políticas e ideológicas, sob influência velada do governo inglês interessado em transformar ex-escravos em trabalhadores assalariados, portanto possíveis consumidores das mercadorias inglesas que invadiram o mercado brasileiro na época. O governo imperial prometia uma abolição, embora "lenta e gradual" para não ferir os interesses dos cafeicultores. O envolvimento de alguns padres católicos com a Maçonaria foi alvo de conflito com o Império. Em obediência ao papa Pio IX, os bispos de Olinda, Dom Vital, e do Pará, Dom Macedo, puniram padres que participavam da Maçonaria, sendo por isso presos e condenados à trabalhos forçados. Assim se delinearam os três suportes ideológicos do movimento republicano: a questão militar, a questão abolicionista e a questão religiosa.

A articulação política dos republicanos foi formalizada na Convenção de Itu em 1873, onde foi fundado o poderoso Partido Republicano Paulista - PRP. O local escolhido para a reunião, um casarão de uma ilustre família de cafeicultores paulista, os Almeida Prado davam uma dimensão do que estava para acontecer. Os republicanos expuseram suas propostas num documento intitulado "Manifesto Republicano", onde se lê "somos da América e queremos ser americanos", numa clara referência que, com exceção do México, o Brasil foi o único país das Américas a adotar o regime monárquico após a emancipação política da metrópole portuguesa. O colegiado militar recebia influências do Positivismo francês do filósofo Augusto Conte, que inspirou o lema da bandeira republicana "ordem e progresso" e defendia um Estado forte para promovê-lo sem grandes rupturas com a ordem social existente. Ainda havia a questão da sucessão, uma vez que a princesa Isabel era casada com Gastão de Orléans, o Conde D'Eu, de origem francesa e de má fama após as atrocidades cometidas por ele na Guerra do Paraguai, como executar prisioneiros e incendiar hospitais de campanha.

O desenrolar dos acontecimentos após estes fatos foram meticulosamente articulados para colocar as tropas contra o Imperador. Primeiro, a adesão de lideranças civis, como Quintino Bocaiúva, Francisco Glicério, Aristides Lobo, Rui Barbosa, Silva Jardim, entre outros com os principais chefes militares, o próprio Deodoro da Fonseca, Benjamin Constant (positivista convicto) e Solón Ribeiro. A partir daí bastaram boatos sobre supostas prisões de militares republicanos para desencadear o golpe militar. Às nove horas do dia 15 de novembro de 1889, o Visconde de Ouro Preto, chefe do governo imperial, é comunicado oficialmente do fim do Império brasileiro. No dia seguinte, dom Pedro II e sua família são exilados para a Europa. Dom Pedro II viria a falecer dois anos depois em Paris, esquecido e abandonado.

Concluindo, podemos afirmar que a República brasileira nasceu de um golpe militar, articulado pelos cafeicultores desafetos com a abolição da escravatura, e articulado pelos militares da linha positivista. Em nenhum momento, houve qualquer indício de participação popular. O Brasil republicano, pouco mudou para a maioria da população, que continuava empobrecida e excluída das decisões e dos grandes processos nacionais. Os donos do poder continuavam, como sempre, os mesmos, ou seja, era a oligarquia latifundiária comprometida com o capitalismo internacional, leia-se capitalismo inglês. A continuidade do governo republicano revelará mais adiante muitas manifestações contrárias aos desmandos do governo, um sinal de que as massas populares estavam insatisfeitas com os novos rumos impostos pela elite dominante.

* O autor é historiador, professor, escritor; membro da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista.

– Artigo publicado na Folha de Pernambuco, edições de 14 e 16 de novembro de 2003.

ESPECIAL 122 ANOS DE REPÚBLICA - Raio X


– 15 militares no comando (inclui nomes das duas juntas militares)

– 40 civis no comando (inclui os eleitos, convocados e indicados)

– 2 anos e 9 meses Média de tempo no poder

– 21 eleições diretas

– 9 eleições indiretas (votações no Congresso Nacional)

– 3 Golpes e revoluções (exceto o golpe que instituiu a República)

– 1 presidente em regime parlamentarista

– 7 Chefes da nação sem um único voto (exclui sucessores constitucionais, como vices e presidentes do Legislativo e do Judiciário)

– 2 presidentes eleitos ou vices não empossados (morte, doença)

– 2 presidentes eleitos ou vices não empossados (revolução, golpe ou ato de exceção)

– 4 presidentes empossados e depostos

– 2 presidentes empossados que morreram no cargo

– 3 presidentes que renunciaram

– 6 presidentes que cumpriram mais de uma gestão (por reeleição consecutiva ou não, substituição ou por golpe e outros atos de exceção)

O POVO E O PODER

– 71 anos Governos eleitos pelo voto popular (incluindo sucessores constitucionais, como vices e sucessores constitucionais)

– 49 anos Governos eleitos de forma indireta ou por atos de exceção

ESPECIAL 122 ANOS DE REPÚBLICA - Curiosidades

* O presidente mais velho foi Tancredo Neves, escolhido aos 75 anos. Morreu antes de tomar posse;

* O presidente mais jovem foi Fernando Collor de Mello, eleito aos 40 anos. Renunciou para escapar do impeachment;

* A média de idade dos presidentes ao chegarem ao poder é de 57 anos;

* Getúlio Vargas foi o que ficou mais tempo no poder: 18 anos, contando a fase da revolução, o golpe do Estado Novo e o mandato por eleição direta;

* Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva foram os mais longevos, com oito anos de governo democrático, cada um.

* Carlos Luz teve o mais curto mandato da história: três dias. Substituiu o vice de Vargas em 1955, pois era o terceiro na linha sucessória. Acabou deposto por um dispositivo militar.

ESPECIAL 122 DE REPÚBLICA - Os Presidentes

– 21 Advogados

– 2 Jornalistas

– 1 Médico

– 1 Engenheiro

– 1 Sociólogo

– 1 Metalúrgico

– 6 Marechais (inclui os das Juntas Militares)

– 6 Almirantes

– 1 Brigadeiro

– 1 mulher

ESPECIAL 122 ANOS DE REPÚBLICA - Com ou Sem o Povo

Muitos movimentos, com ou sem participação popular, precederam a proclamação da República. Quase todos se inspiraram no lIuminismo e na independência dos Estados Unidos para contestar o poder imperial. Só alguns lutavam concomitantemente pelo fim da escravidão. Não foram raras as revoltas também separatistas ou autonomistas, o que se explica pela natural falta de unidade na identidade nacional daqueles tempos.

1789

INCONFIDÊNCIA MINEIRA OU CONJURAÇÃO MINEIRA

* Objetivo: separação de Minas Gerais, que se tornaria República.
* Caráter inicial: predominantemente elitista.
* Líderes: Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes), Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, entre outros.

1798

CONJURAÇÃO BAIANA OU REVOLTA DOS ALFAIATES

* Objetivo: separação da Bahia e criação de uma República.
* Caráter inicial: predominantemente popular
* Líder: Cipriano Barata, entre outros.

1817

REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA OU REVOLUÇÃO DOS PADRES

* Objetivo: independência do país e criação da República do Brasil.
* Caráter inicial: uniu elites, clero e camadas populares.
* Líderes: Frei Caneca, Domingos José Martins e Antônio Carlos de Andrada e Silva, entre outros.

1824

CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR

* Objetivo: criação de um Estado republicano unindo Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e abolição da escravidão.
* Caráter inicial: uniu elites, clero e camadas populares.
* Líderes: Cipriano Barata e Frei Caneca, entre outros.

1835-1845

GUERRA DOS FARRAPOS OU REVOLUÇÃO FARROUPILHA

* Objetivo: no princípio, opor-se ao governo imperial; depois, proclamar a República Rio-Grandense.
* Caráter inicial: predominantemente elitista.
* Líderes: Bento Gonçalves, entre outros.

1837-138

REVOLTA SABINADA

* Objetivo: criar a República Bahianense e libertar os escravos.
* Caráter inicial: predominantemente popular.
* Líder: Francisco Sabino Barroso, entre outros.

1848-1849

REVOLTA PRAIEIRA

* Objetivo: criar a República de Pernambuco em moldes liberais.
* Caráter inicial: uniu elite e camadas populares.
* Líder: Pedro Ivo, entre outros.